27 de nov. de 2008

BIOLOGIA

Luciana G atacou de professora de Geografia no Verbo, respondo com uma rápida aula de Biologia (como não é minha especialidade peço a ajuda da "universitária" Beth, para os nomes científicos das espécies discriminadas).

No caso presente a analogia pode ir antes mesmo da iniciação sexual. Até os 11 ou 12 anos, os meninos assemelham-se bastante a um certo tipo de aracnídeo dos desertos, cuja principal característica é rolar, constantemente, uma bola de merda, pra lá e pra cá.... Mais ou menos naquela idade, os pirralhos descobrem outras duas bolas, ou melhor, o que fica entre elas e passam a treinar o esporte a que se dedicarão o resto de suas vidas.

Terminada a fase de treinamento, digamos, lá pelos 15 anos, é possível distinguir 5 ou 6 períodos em números redondos:

1) 15-20 anos. Fase do avestruz, o sujeito come de tudo, desconsiderando origem, cor, tamanho, peso, procedência, prazo de validade, ano de fabricação e, às vezes, até o sexo...

2) 20-30 anos. Passada essa fase devoradora, o caboclo passa a escolher melhor o que come, podendo eventualmente, até tornar-se um gourmet. Aprende a distinguir sabores, escolher as melhores qualidades, parecendo-se com um desses mosquitos do brejo, pulando de flor em flor, galho em galho até que, geralmente, acaba engolido por uma só perereca.

3) 30-40 anos. Independente de ainda estar ligado àquela espécime que o abocanhou, o referido sujeito passa a desenvolver novas habilidades, em especial aquelas que o fazem se parecer com um cavalo puro-sangue: especializa-se no salto de cercas e quaisquer outros obstáculos que se interponham com o objeto de seu apetite.

4) 40-50 anos. Inevitável fase do lobo. Passa o tempo todo uivando atrás da Chapeuzinho, mas o máximo que consegue é comer uma ou outra vovozinha, de vez em quando...

5) 50-60 anos. Fase do urso. Apesar de ainda urrar bastante, esse caboclo, em geral, dorme mais do que come...

6) 60 em diante. Ué, a vida útil não acaba aos sessenta não? (Foi mal, MR... rsss)
.

24 de nov. de 2008

MAIS UM CORNO BRAVO...

Ei Luciana,
falei aí no Verbo ontem, falo aqui hoje: é preciso uma maior reflexão sobre o tipo de cobertura que se dá a esses casos "espetaculosos" no Brasil.

Sou a última voz a defender qualquer tipo de censura ou mesmo auto-censura, mas sou francamente favorável à adoção de algum tipo de "código de ética" ou de conduta, que evite disseminar esse comportamento nitidamente doentio. E não precisa ser escrito; aliás, é melhor que não o seja. E quem o descumprir que assuma o vexame e a repreensão dos demais veículos ou de suas representações sindicais e classistas.

Quanto ao imbecil sequestrador, resta claro que a galhada o incomoda. Provavelmente para se auto-afirmar como macho, promove este novo ato covarde, que apenas serve para demonstrar o quanto frouxo é. Galhada provavelmente merecida!

E lá no nordeste não tem todo o aparato necessário para se proteger mais esse bandido, não... Se bobear, o caboclo chifrudo acaba linchado.

21 de nov. de 2008

Resposta para "Inconstância"

Ei, querida Luciana G,

não sei se as mulheres são assim mesmo, inconstantes (mas eu estou constantemente interessado nelas... rsss). Você? Ah, tenho absoluta certeza que é só charme...

Você tem idéia da imagem que passa por aqui? Vou lhe contar: modelo de mulher moderna, atual, inteligente, culta, sofisticada, ponderada (sem perder a ousadia), bem resolvida. E ainda queriam que fosse constante? Claro, perfeitas só as da imaginação masculina (ou mesmo feminina), estatuadas em mitos ou sexy-simbols de suas épocas; as outras são mulheres imperfeitas, como todos nós, humanos...

Sinceramente? Sou fã das imperfeitas. Principalmente daquelas imperfeições que se desdobram em curvas perfeitas, olhares misteriosos, sorrisos matreiros, vozes suaves, etSEXtera...

Ainda hoje, ao comentar no bloguinho dos venenos, você dizia que certa jornalista nunca precisou de editores ou revisores para seu ótimo texto. Não duvido. Mas acho que faltam, cada vez mais, bons editores (e até revisores) nos meios de comunicação tradicionais. Talvez isto explique, em parte, o febeapá e o besteirol em que se transformaram os jornais, como destacado pela confusão nas diversas editorias. Quer saber? Tô mais para as outras mídias...