31 de mar. de 2009

PARA MARIANA E TETÊ

"Mesmo esquecendo a canção..."

Eu as conheço muito pouco. Sei que Mariana é muito jovem, bonita e dona de um texto bastante elegante. E uma graça de simpatia. Sei que Tetê é uma mulher de meia idade, com uma garra incrível, capaz de recomeçar a vida incondicionalmente e abraçar com paixão aquilo no que acredita. Sei que as duas são da mesma região do Brasil.

Aparentemente a primeira passa por um período de dificuldades pessoais (leiam aqui); faço votos - e tenho certeza (afinal ficar velho tem suas vantagens) - de que em breve o superará. Encantei-me com o gesto solidário da segunda (leiam aqui).

Esta versão de Canção da América (Milton Nascimento e Fernando Brant) é, na minha opinião, de todas a mais bonita. Na interpretação de Elis, no arranjo vocal, no ritmo um pouco mais lento, nas flautas andinas...


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26 de mar. de 2009

BOA ESPERANÇA



Em outubro do ano passado fiz uma postagem no bloguinho dos venenos (vejam aqui), que tratava do tema da crescente virtualidade das relações humanas e contava um caso muito curioso, não obstante pouco conhecido, da vida do grande compositor brasileiro Lamartine Babo.

Minha amiga Udi Tarora, a mais carinhosa e generosa japonesa nascida em Sampa, não conseguiu ouvir a clássica Serra da Boa Esperança na voz de Chico Viola. Udi, acho que você conseguirá ouví-la aqui...

Aproveitando o ensejo, segue a versão que mais gosto, apenas instrumental (apesar de conter alguns dos mais lindos versos da música brasileira), na performance de César Camargo Mariano e Wagner Tiso.


Wagner Tiso - Serra da boa esperança
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[ah, não deixem de ler outro ótimo post da Udi, com mais um tema clássico do Lalá: aqui]
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19 de mar. de 2009

NOVO CONTO SIFU – Última parte

Quinta e última parte da saga da princesa, por Denise do Egito (leiam aqui). Thanks, Denise; pelo bom humor e simpatia...


Intrigada com isso, Dilma Vana voltou para casa. Sua patroa estava ansiosa para saber o que acontecera, mas a história que
Dilma Vana lhe contou não parecia ter nem pé nem cabeça (sim, aliás, quase tudo dito por esse governo... rss).

– Essa seda não vale muita coisa, mas é melhor você guardá-la. Ela lhe deve ser útil, como sua Crise disse – falou a nobre mulher.

O rei daquele país (das montanhas, é?), que era jovem e extremamente bonito, estava para se casar. O alfaiate real estava muito constrangido, pois descobriu que, em todo o reino, não se encontrava seda da cor apropriada em quantidade suficiente para costurar o traje de núpcias do rei.

– Lancem uma proclamação – disse o Rei. Preciso que minha roupa fique pronta a tempo. Enviem-na aos quatro países que fazem fronteira com meu reino (é: Rio, São Paulo, Bahia e Goiás... E o Espírito Santo? Ah, já é domínio nosso faz um tempão... rss) e aos quatro cantos dos meus domínios! Qualquer pessoa que tiver seda dessa cor deve trazê-la até a corte e eu a recompensarei generosamente.

A nobre senhora ouviu a proclamação e veio contar para
Dilma Vana:
Dilma Vana, minha criança, coloque este vestido e leve esta meada de seda até a corte. É exatamente a cor que o alfaiate está procurando – ela gritou excitada. Tenho certeza que você será generosamente recompensada.

Quando Dilma Vana apareceu na corte e se postou diante do trono, o jovem rei achou-a tão bela que não conseguiu desgrudar os seus olhos daquele rosto.
– Sua majestade – disse
Dilma Vana – será que esta seda é adequada para seu traje de núpcias?

– Você será paga com puro ouro por ela – disse o Rei. Tragam a balança e pesaremos essa meada. Seja qual for o seu peso, você receberá o mais fino ouro do meu reino por ela (sim, tem até uma cidadezinha do meu reino que se chama Ouro Fino, sabia não?).

Trouxeram a balança, mas não importava quanto ouro fosse colocado, a meada sempre continuava pesando mais. O rei mandou trazer mais balanças, maiores que primeira, e despejou todo seu tesouro nelas, mas a meada de seda continuava pesando mais.
Então, no auge da exasperação, e rei tirou a coroa (no bom sntido, né? rss) de sua cabeça e colocou-a na balança. No mesmo instante a balança se equilibrou e o rei sorriu.

– Onde você conseguiu essa seda, minha querida ? Ele perguntou a Dilma Vana.

– De minha Patroa – disse
Dilma Vana.

– Impossível ! Gritou o rei. Que tipo de mulher é sua patroa para possuir uma seda mágica como essa ? (Putz, mágica mesmo: será que não era seda em pó?)

Então
Dilma Vana contou ao rei tudo o que havia lhe acontecido, e ele tomou-lhe as mãos entre as suas:

– Vou me casar com você em vez de com a jovem à qual eu havia sido prometido. Ele disse e assim aconteceu.

Daí em diante,
Dilma Vana, que tinha sofrido tanto em sua juventude, viveu até se tornar uma senhora bem velhinha, e foi feliz até o momento de sua morte como rainha desse longínquo país. (Caramba, que final inesperado: Aécio e Dilma Vana... mas quem seria o cabeça da chapa? rss)
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18 de mar. de 2009

NOVO CONTO SIFU – 4ª Parte

Mais um episódio do (interminável... rss) conto sufi-sifu (originais de Denise do Egito, aqui).


Todo dia Dilma Vana devia ir à montanha (ué, vinha aqui nas montanhas? rss) para sua patroa com uma cesta repleta dos mais finos pães e queijos (finalmente encontrou um lugar onde existia padaria, heim?). Uma figura alta e digna pegava a cesta de suas mãos graciosamente a cada dia e, após cumprimentá-la, desaparecia na caverna.

Um dia sua senhora patroa lhe disse:

– Sempre procuro ganhar as boas graças de minha Sorte dessa maneira. Se eu não lhe enviar pão fresco e queijo, tremo só em pensar o que ela poderia causar-me.

Nesse momento, Dilma Vana começou a chorar, incapaz de esconder sua dor, pois ela havia sofrido muito nesses últimos sete anos, e não conseguia continuar escondendo sua tristeza.

– Minha querida criança, o que está acontecendo com você? – Conte-me logo! – Gritou a nobre senhora, colocando sua mão no ombro de Dilma Vana.

Então
Dilma Vana contou-lhe a história da crueldade de sua Crise e completou:

– Penso que não posso continuar nessa angústia, esperando que ela apareça a qualquer momento e transforme tudo em pedaços, como já fez tantas vezes. Na verdade, quero ir embora daqui logo, pois dessa forma não trarei a destruição de minha Crise para esta casa.

– Agora, deixe-me pensar num plano – disse a nobre mulher balançando a cabeça.

– Sim, já sei ! Quando você for à montanha levar o pão para minha Sorte, conte-lhe sua história e apele para que ela tenha uma palavrinha com a sua Crise, para que deixe de atormentá-la dessa maneira. Tenho certeza de que minha Sorte, que é bondosa, ajudará.

Assim, no dia seguinte, quando
Dilma Vana foi até a montanha levar a cesta para a Sorte de sua senhora, pediu para que ela intercedesse junto à sua própria Crise.– Bem, sua Crise está dormindo debaixo de sete cobertores nesse momento – disse a sorte de sua patroa. – Mas quando você vier amanhã, eu a levarei até ela, pois deve estar acordada.

Dilma Vana foi embora cheia de esperanças e dormiu esta noite quase que completamente em paz. Ao levar o pão à montanha na manha seguinte, a Sorte de sua senhora levou-a até a sua própria Crise, que estava deitada numa grande cama, enfiada até os olhos debaixo de sete cobertores de pena.

– Bem, irmã, aqui está
Dilma Vana – disse a Sorte de sua nobre senhora. – Pare de atormentá-la desse jeito, deixe-a um pouco em paz agora, eu lhe peço.

A Crise de
Dilma Vana disse apenas:

– Aqui está uma meada de seda, ela lhe será muito útil, cuide dela com carinho. Agora deixe-me descansar. E desapareceu debaixo dos cobertores.

(Continua...)
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17 de mar. de 2009

DIRETO DOS ANOS 60

Singela homenagem desse verbinho à Udi e ao Chorik, por razões étnicas, e à Patty Diphusa, por razões sentimentais (consta que, de tanto ouvir seus irmãos mais velhos cantarem, ela decorou inteiramente a letra da música...).


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15 de mar. de 2009

Mulheres e Meninas (2) By Udi

Prosseguindo com a série Mulheres e Meninas, que passará a se chamar Mulheres Cantadas, Mulheres e Cantadas* (também poderia ser Como Cantar uma Mulher ou, O que enCanta uma Mulher... o que acham?), ouçam mais esta:





Assim como a anterior ("oiçam" aqui), esta canção também necessitou de uma “tchurma” de meninos para ser produzida, confirmando que o trabalho colaborativo (tão celebrado nestes tempos cybernéticos) realmente é capaz de grandes obras.

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Lançada por (são) Caetano Veloso em 1979 no LP¹ Cinema Transcendental, esta canção foi composta a partir de um poema cujo autor, inglês, viveu entre 1572 e 1631 (!). Seu nome é John Donne (recomendo fortemente) e o incrível Péricles Cavalcanti musicou a tradução feita por ninguém menos que Augusto de Campos.

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*meninas muito meninas: “cantada”, um dia (long time ago) era o mesmo que “xaveco”.

¹ alguns, como ÉrreEme, não sabem o que é vinil, então resolvi utilizar o nome mais popular ...à época, claro!


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14 de mar. de 2009

NOVO CONTO SIFU – 3ª Parte

Denise do Egito continuou seu conto sufi (leiam aqui).


- Olhe, aí está você, Dilma Vana! – Gritou sua Crise asperamente. - Arranjou um bom lugar para ficar, não é mesmo ? Bem, você não pode escapar de mim dessa maneira, sabe...


E começou a atirar no chão todos os objetos de valor da dona da casa, quebrando vidros e porcelanas, rasgando em pedaços linhos caríssimos.


- Oh, não, não, não!!! gritou Dilma Vana. - Isso vai me causar problemas terríveis! A senhora Mariza Letícia confia em mim!!


- Ela confia ? – Zombou sua Crise. - Bem, então explique isso quando ela voltar... e transformou as longas cortinas de seda em farrapos.


Dilma Vana colocou as mãos no rosto e fugiu, correndo da casa, sem nunca olhar para trás, no caso de sua Crise estar lhe seguindo. Mal ela acabara de sair, sua Crise colocou tudo novamente como estava antes e desapareceu.

Quando a senhora retornou, a casa estava perfeitamente arrumada, mas Dilma Vana tinha ido embora. A senhora chamou e chamou, mas claro que a pobre garota não ouviu, pois estava já muito longe. A (primeira) dama examinou tudo, pensando que talvez Dilma Vana a tivesse roubado, mas nada estava lhe faltando. Ela não podia entender o que acontecera, pois a garota parecia ser de toda confiança.

Ora, a pobre Dilma Vana correu até alcançar outra cidade e, ao procurar um lugar onde pudesse comprar um pouco de pão(caramba, cadê as padarias desse conto?), outra senhora que estava parada na janela a notou. A dama abriu a janela e lhe falou:

- De onde você é e o que faz neste lugar, já que é obvio que está perdida (e põe perdida nisso...)?

- Sou uma pobre garota de longe e procuro algo para comer, pois tenho muita fome – respondeu Dilma Vana.

- Bem, venha para minha casa, disse a dama. - Eu vou alimentá-la, vesti-la, e arranjar-lhe um lugar entre a minha criadagem. Então, Dilma Vana entrou. Mas a mesma coisa aconteceu, como antes.

Assim que ela se estabeleceu na casa e todos os valores lhe foram confiados, sua Crise apareceu e criou o caos em apenas alguns segundos.

- Você pensa que há algum lugar nesse mundo onde eu não seja capaz de encontrá-la ? – Gritou sua Crise asperamente, derrubando frascos de incenso de valor incalculável que se espatifaram no chão.
Dilma Vana colocou as mãos no rosto e correu.

E assim foi durante sete anos. Cada vez que Dilma Vana era acolhida por alguma simpática velhinha de Taubaté, o aparecimento de sua Crise fazia com que ela tivesse que partir em viagem, infinitamente, parecia-lhe. Mas ela nunca conseguia escapar por muito tempo. Porém, - e isto Dilma Vana não sabia – sua Crise sempre restaurava tudo à antiga forma, no mesmo minuto em que Dilma Vana desaparecia.


Bem, sete anos se passaram (2002-2009) e quando Dilma Vana estava trabalhando para uma senhora nobre, muito bondosa de coração (é, acho que o nome dela era Pac), parecia que sua Crise quase havia se esquecido dela. Dia após dia Dilma Vana cuidava da casa, e tudo dava certo para ela. No entanto, a tensão era muito grande, pois a cada hora ela esperava que a porta se abrisse e sua Crise aparecesse.


(Continua...)


11 de mar. de 2009

NOVO CONTO SIFU – 2ª parte

Continua a saga de nossa heroína, em versão livre baseada no conto sufi postado pela Denise do Papo Calcinha (leiam aqui).


Uma grande tempestade se abateu sobre o mar (não, não era só uma "marolinha") . O padrinho de Dilma Vana estava esperando seus navios voltarem de um país estrangeiro, carregados de ricas mercadorias, mas todos eles foram mandados para o fundo do oceano pela tormenta.

Seus armazéns foram queimados por um misterioso fogo (é, e baita queda da produção industrial); então, quando ele decidiu preparar novos navios, nada havia para colocar dentro deles. Ele alugou seus barcos a um duque (e "ministro"-presidente do Banco Central, nas horas vagas), que queria acompanhar um príncipe (e ministro da Fazenda nas mesmas horas vagas, ou seja, todas) que seguia para a guerra, mas todas as naus foram afundadas num encontro com piratas (boa Denise! É assim mesmo que deviam ser chamados os operadores do mercado de capitais no Brasil...) . Os homens do duque foram mortos e o próprio duque ficou sem um tostão.

Ladrões arrombaram a casa e roubaram todas as jóias de Dilma Vana (e como "ladrão que rouba ladrão... ops, deixa pra lá...); suas roupas foram então vendidas para que eles tivessem o que comer por mais algum tempo. Por fim, infeliz e doente, o padrinho de Dilma Vana voltou para São Bernardo do Campo, deixando-a só no mundo. Sem dinheiro e com roupas muito simples, Dilma Vana decidiu abandonar essa cidade que havia lhe trazido tanta má sorte e encontrar, se possível, algum trabalho num outro lugar. Então ela disse adeus à cidade onde nascera (metaforicamente falando) e começou sua longa e penosa marcha.

Finalmente alcançou uma aristocrática cidade longe de seu próprio país, e parou um instante no meio da rua, imaginando aonde ir. Tinha um pouco de dinheiro, que uma antiga ama havia lhe dado, e estava pensando aonde poderia comprar um pouco de pão.

Uma senhora de boa posição, olhando para fora de sua janela, viu-a e chamou-a:

– Quem é você, minha querida, e de onde vem? Você não é dessa parte do mundo.

– Senhora, estou sozinha no mundo, pois meu padrinho – que uma dia foi um rico torneiro mecânico – terminou seu prazo constitucional. Procuro um lugar onde possa comprar um pouco de pão (pelo visto, não havia padarias neste aristocrático lugar...).

– Venha para minha casa, eu preciso de uma (mal)criada e você desempenhará essa função muito bem – disse a nobre senhora.

E Dilma Vana entrou agradecida na enorme construção.

A senhora afeiçoou-se muito a ela e lhe confiava todos os seus bens. Um dia a dona da casa lhe disse:

– Preciso sair por um momento; feche bem a porta e não deixe ninguém entrar ou sair (isto, ou faça controle de câmbio!) até que eu volte.

Então Dilma Vana fechou a porta e sentou-se perto do fogo. Quando a nobre senhora já havia saído, a porta se abriu e sua Sorte entrou.

(Continua)
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9 de mar. de 2009

Mulheres e meninas (by Udi)

Não sei explicar as razões, mas as mulheres paulistas tem algo que as diferencia de outras: uma certa timidez atrevida, quem sabe uma modernidade antiga... talvez uma complacência desafiadora? Fato é que a primeira moça a escrever para este espaço, depois de encantar a todos com sua simpatia e inteligência, é uma paulista. Nome? Udi. E pode ser lida também no Prozac Café .

Thanks, Udi!

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Recentemente, o Luiz, lá do Vestiário Masculino (meninas: ainda não conhecem?! Corram lá! Talvez o único onde nós podemos transitar à vontade) listou uma série de “ações” que nós, garotas, podemos adotar para conquistar nosso candidato a príncipe.

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Além do texto da postagem em si ele também apresenta, entre um comentário e outro, mais essa idéia: “eu até poderia fazer a relação das melhores formas para se conquistar a atenção das mulheres. Mas se contar, perde a graça ...”. Perde a graça prá ele, mas prá nós, quanto mais Luizes iluminados (que conhecem as melhores formas...) puderem aparecer em nossas vidas, melhor.

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Então, prá fazer um contraponto ao post do Luiz, lembrei desta canção onde, para nossa sorte, um homem resolveu compartilhar com seus amiguinhos o que fazer para agradar a nós: meninas-mulheres-garotas-babies (e mais todos os outros termos que eles costumam usar quando querem se referir carinhosamente a nós).

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Bem... o menino que compôs a canção (na verdade, são 3! ...nenhuma alusão a nada, hein?)* , achou por bem definir-nos como “young girls” – garotinhas?... ok! ...tudo bem! ...daqui deste lugar em que me encontro – 3 meses além dos meus 50 anos – sinto-me à vontade prá me incluir neste grupo de “young girls” porque, besides o conselho da canção, o cara, prá ser “o” cara, precisa também fazer-nos sentir like young girls... no matter how many years old you are. E, podem ter certeza que “o” cara existe, sim!

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(*) Os autores (importante detalhe) são ingleses (e não gringos, como eu mesma imaginei): "Irving King" (James Campbell/Reginald Connelly) e Harry M. Woods (sendo esse “Irving”, um pseudônimo adotado pela dupla Campbell/ Connelly)




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6 de mar. de 2009

NOVO CONTO SIFU

Baseado em um conto sufi, que está sendo contado por Denise do Egito, no seu Papo Calcinha


A sorte de Dilma Vana

Há muito tempo atrás, viveu um torneiro mecânico muito rico e generoso, que possuía um palácio deslumbrante. O orgulho de sua vida era sua afilhada, uma moça chamada Dilma Vana. Dilma Vana não era alta nem magra, com cabelos de cor indefinida e olhos esbugalhadamente grandes e brilhantes. Suas mãos e seus pés eram pequenos e delicados (bem, pelo menos as mãos eram pequenas), sua casca, ops, pele era tão macia como as pétalas de uma rosa.

No palácio havia tronos de ouro, turquesas enfeitavam cadeiras de prata, rubis as molduras dos quadros e diamantes as fontes de água. Tudo ao redor de Dilma Vana era luxo e beleza. Pavões (petistas) passeavam pelos jardins, flores desabrochavam em vasos pendurados nas árvores, em suma, o melhor que o dinheiro podia comprar.

Um dia, quando Dilma Vana estava andando pelo jardim, vestida numa longa túnica de seda bordada em finíssimas pérolas, com um capuz do qual pendiam outras tantas fileiras de pérolas, uma dama de aparência elegante surgiu à sua frente. Havia algo de notável nessa mulher, seus olhos eram muito penetrantes e escuros, suas roupas pareciam não ser nada além de cortinas luminosas.

- Dilma Vana, minha querida criança – disse a dama – o que você prefere: gostaria de ser presidenta ou gostaria de gozá-la (no bom sentido) na sua velhice ? Você tem somente essas duas escolhas.

Dilma Vana pensou por um momento e então falou:

- Se eu for presidenta agora, sofrerei por isto nos meus últimos anos?

E a dama alta respondeu: Sim.

- Mas como é que você sabe ? – perguntou Dilma Vana, que continuava a ponderar sobre a questão.

- Porque eu sou a sua Sorte. – respondeu a aparição.

- Oh, então eu terei a minha boa fortuna na minha velhice – disse Dilma Vana.

- Muito bem, que assim seja – disse a sua Sorte – e desapareceu.

Dilma Vana nada pensou a respeito desse encontro e retornou até sua casa para trocar sua equipe de marqueteiros por outra melhor. Mas alguns dias depois algumas coisas terríveis começaram a acontecer.

(Aguardem a continuação...)
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3 de mar. de 2009

PARA MAROCA

Ela foi deixando, aos poucos, a assiduidade como leitora de blogs (e até como comentarista), mas impressiona sua assídua simpatia, seu assíduo bom humor e seu assíduo alto astral. E tornou-se, ela mesma, blogueira muito querida de todos, com um estilo leve e solto. Mais que isto, com estilo próprio.

Fato é que Mara Fortuna é tida em alta conta por todos os que tiveram a sorte de conhecê-la por aqui. Alta? Bem, um e oitenta de altura chega pra vocês?


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