31 de ago. de 2009

N O C A U T E! ( By Ava )




Luto,



contra o luto ,



que me invade...



* Melancolia, tristeza; sentimentos que nos tomam de assalto ao menor descuido, e nos faz reféns...



* Angústia, frente a tantas impossibilidades...


PS: Apenas sentimentos aleatórios em um final de tarde, de uma segunda-feira...










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30 de ago. de 2009

SUPERSTAR (by RM)


Tempos atrás havia criado uma série, no bloguinho dos venenos, com postagens sobre cantoras de cujas vozes gosto muito, mas que não raro são pouco conhecidas (quem quiser conhecer clique aqui ou no label "a dona da voz", no referido bloguinho). Mas creio que este espaço talvez seja mais adequado.

Reinicio, pois, a série aqui, com a cantora americana Yvonne Elliman (aqui o site oficial e aqui para uma biografia resumida). Nascida, como o atual presidente americano, no Hawaí, começou sua carreira artística em Londres, foi backing vocalist de Eric Clapton e estourou na Broadway com o musical Jesus Christ Superstar. Um pouco mais tarde emplacou novo hit, na época da chamada disco music. Interrompeu a carreira para cuidar da família e só voltou à cena artística em 2004.

Segue a lista com seus dois maiores sucessos: If I Can't Have You (B. Gibb/R. Gibb/M. Gibb), 1977, escrita pelos irmãos Gibb, dos Bee Gees; e, I Don't Know How to Love Him (A. L. Webber/T. Rice), 1971, do famoso musical, em tocante e definitiva interpretação.

PS: claro que o novo label está à disposição das co-autoras desse bloguinho, sem restrição ou patrulhamento (mas se alguém postar a Ivete Sangalo é também claro que vou opinar a respeito... rss)



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27 de ago. de 2009

RAPIDINHA III (by RM)















Contagem regressiva ou não diga boca...

Palavras, encontros, roçar de pele, imaginação, olhos fechados. Cabelos, lóbulos, línguas, cheiros, lábios, loiros, pescoços, unhas, carmim, ancas, mamilos, róseos, pés, pernas, nucas, vermelhas, coxas, grisalhos, abraços, ruídos, brancas. Olhos abertos. Mãos entre pernas, pernas entre coxas, língua, olfato, palato, olhos fechados. Língua, lábios e boca. Boca. Movimentos involuntários, pernas, taquicardia, pernas, vértebras, pernas. Seios, mamilos, língua, boca, boca, boca. Sem palavras.

25 de ago. de 2009

Com ou sem calcinha...! (by Ava)





Depois de ler esse texto, calcinhas beges nunca mais serão as mesmas...



Texto de Layla Lauar


"Quando chega a hora "H"... sua calcinha é bege!


Talvez os homens achem que o título deste texto é uma piada, mas nós mulheres sabemos que estar usando uma calcinha bege na hora de fazer amor é um golpe na nossa auto-estima e uma ducha de água fria no nosso tesão.

Imaginem a situação...

Faz tempo que você está encantada por aquele moreno alto, bonito e sensual que trabalha na sala ao lado da sua, embora ele pareça nem notar a sua presença.

Entretanto, como Deus é Pai e não Padrasto, um belo dia ele começa puxar assunto, elogia sua boca, em outro seus olhos, sua roupa, seus cabelos e assim por diante, até que faz uma revelação, sussurrada aos seus ouvidos, que supera todas as suas melhores expectativas:

- tenho sonhado com você, acordo sentindo seu cheiro, seu gosto e o que mais desejo é que esses sonhos se tornem realidade e qualquer noite dessas vou amar você, como nunca foi amada.

Pronto! Seus pés nem tocam mais o chão, você não pensa em outra coisa a não ser nessa tal noite de amor prometida e que quando for chegada a hora, tem que estar preparada e linda e, esquecendo-se das contas que tem para pagar, gasta seu dinheiro na compra das mais lindas calcinhas, todas do tipo fio-dental, cheias de fitinhas e rendinhas, que mais incomodam do que enfeitam, mas que a deixam bela , sexy e confiante.

Mas o tempo vai passando e o moço sempre com uma desculpa para adiar o tal encontro amoroso.

Porém, como o destino é um gozador, justamente no dia que você pensa que nada mais vai acontecer, opta pelo conforto e veste aquela calcinha bege, de algodão, que estava esquecida no fundo da gaveta, ele, ao final do expediente, a envolve em seus braços e diz com uma voz encantadora:

- é hoje que te faço minha!

Feliz, você nem consegue acreditar no que acabou de escutar e quando já está quase entrando em alfa, uma terrível lembrança lhe atravessa: sua calcinha é bege!

E agora? Se pergunta, em pânico, o que fazer?

Bem, você tem duas alternativas, ou dá uma desculpa e diz que desta vez é você que não pode, pois já assumiu outro compromisso e perde a chance de se fazer feliz ou pede licença para ir antes ao banheiro, se livra da calcinha e vai para a sua noite de amor, linda, leve e solta.

Mas como nada é assim tão simples para a mulher, se foi esta a solução encontrada, de duas uma:

Se ele for um homem moderno, sem preconceitos, vai ficar encantado com a sua ousadia e achar que você é uma mulher liberada, bem resolvida sexualmente, a companheira ideal para várias ou talvez para todas as suas outras noites de amor.

Mas, caso ele seja machista, retrógrado, preconceituoso, nunca mais vai procurá-la, alegando que você não é mulher para ser levada a sério, pois se fosse decente, estaria usando calcinha...

Bege, de preferência! "





Fico com a segunda alternativa... E rezar para que o morenaço seja um homem moderno e bem resolvido...rs

Afinal, não vai ser a cor de uma calcinha que vai estragar um encontro tão esperado...



Criatividade é a chave para o sucesso, em qualquer jogo de conquista e sedução...
rs





Sobre a autora: Layla Lauar, que admiro desde antes de criar meu próprio blog, é autora de mais esse hilariante texto .
Seu blog, http://duasportodas.blogspot.com/, encerrou as atividades em julho. Uma perda imensa para seus leitores/seguidores, pois sempre nos presenteou com textos e poemas belíssimos.
Em um e-mail carinhoso, me autorizou a usar seus textos.


Obrigada, Layla!



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23 de ago. de 2009

Posso entrar? (by Celine)


O encontro de sempre na calçada, a caminhada, os olhares, a intimidade, o destino: nosso café predileto. Acende o cigarro, coloca meu cabelo como gosta e me conta revoltas ao pé do ouvido.

Sua mão encontra minha perna entre-aberta. O caminho é fácil, porém a viagem é lenta e detalhadamente prazerosa.
Um capuccino, um suco, o encontro dos dedos em mim. Uma longa historia sangrenta enquanto dançam os dedos entre minhas pernas, fazendo de mim um salão discreto. Nessa mistura de fumaça, dança e guerra, meus pêlos se levantam nervosos, o ar corre mais rapido para dentro de mim, meus pensamentos se perdem.

Antes que eu pudesse responder à sua dança. Fecho os olhos e um beijo.
Aperto a mão dele surpresa...

...e ela em minha frente sussurra:
-Sorry, garota. Não pude resistir ao seu gemido em minha boca.



NOTA DO ADMINISTRADOR
Celine Ramos, jovem e adorável publicitária baiana, já foi objeto de uma postagem aqui mesmo. Além de colaborar em outros blogs mantém o seu Mô Blog, um espaço baianamente hot. Remelexo com pimenta...
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Mau comportamento (by Udi)

...ou, "meninas boazinhas vão para o céu, meninas más vão para qualquer lugar"
...ou, estou neste blog porque eu quero!
...e também porque é gostoso :)



Navego pouco pela blogosfera. Não faço idéia de quantos outros blogs como este (um "bendito fruto entre as mulheres") existem por aí, se é que existem.
Mas parece que o formato de trabalho colaborativo deste blog está incomodando blogueiros que nunca haviam aparecido por aqui antes.
Parece que tentaram ofender o "proprietário" deste blog. Em solidariedade ao amigo e parceirim 100% deixo esta postagem, especialmente dedicada a quem ainda tem dúvidas sobre a minha "reputação".

Mae West - Pericles Cavalcanti
A canção aqui postada (Mae West) é de autoria de Péricles Cavalcanti de quem já tive oportunidade de postar outra canção aqui mesmo, neste espaço.
O título da canção tem a ver com uma das muitas impagáveis frases ditas por esta mulher tão incrível quanto polêmica - Mae West - que, além de atriz, foi escritora e também compôs canções.
Ficam aí algumas mais algumas frases dela que me agradaram, extraídas daqui.

"Quando sou boa, sou muito, muito boa. Quando sou má, sou melhor. "
"Mulher é como um chá, nunca se sabe o quão forte ela é até colocá-la na água quente."
"Eu mesma escrevi a história. É sobre uma menina que perdeu a reputação e jamais sentiu falta dela."
"Errar é humano, mas é divino."
"Não há nenhum interesse em economizar amor."
"Antes eu era a Branca de Neve - mas acabei desistindo."
"Você nunca é velho demais para rejuvenescer."
"Uma enorme fatia de algo bom é maravilhoso."
"Tenha um namorado para um dia chuvoso e outro, caso não chova"
"Geralmente evito tentações, a não ser que eu não possa resistir."
"Para escolher entre dois males, sempre gosto de escolher aquele que ainda não experimentei."

20 de ago. de 2009

RAPIDINHA II (by RM)

Em homenagem à Tetê, que anda meio sumida













Livres leves línguas, lentas(?)
Bocas (a)braços bruços bundas
Peitos pares pernas pinças
Gruta gritos gostos gozo.
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17 de ago. de 2009

Luz neon... ( by Ava )





Sairam da festa meio embriagados.... Caminhavam lado a lado, sentindo o calor de seus corpos, o que só aumentava o desejo que latejava entre eles... Ele com o braço nos ombros dela, mão firme, a apertavam mais e mais, fazendo com que ela sentisse a força viril que vinha dele...


Durante a festa, já trocavam olhares, num jogo de sedução que só aumenta a vontade de estarem juntos... Ela, percebendo o interesse dele, fazia seu jogo... Uma saia levemente curta, botas, uma blusa com um sensual decote, que nada de tinha de vulgar, mas tudo de tentador... Ele estava enlouquecido... Ela gostava daquele jogo... Sentia-se fêmea, mulher, felina...


Seus olhares se cruzavam, em meio a tantas pessoas presentes, sempre achavam um jeito de estarem juntos... Ele, ofereceu um copo de bebida, roçou sua mão ao passar o copo... estremeceu, ao sentir seu toque... Ele chegou mais perto para se apresentar, sentiu seu cheiro, cheiro de mulher... seus instintos de caçador já em alerta... ela percebeu seu nervosismo, ao querer disfarçar o tesão que sentia... Jogaram aquele jogo de sedução a noite toda... Nervos a flor da pele... corpos que se atraiam como íma... Saíram juntos. Ele se ofereceu para acompanhá-la até o carro, algumas quadras adiante.... No estacionamento, resolveram sair no carro dele, depois ela buscaria o carro dela... naquele momento, tinham urgência de estarem juntos... urgência de bocas, de pele, de sexo.... Dirigindo meio a esmo, ele só queria um lugar para ter aquela mulher... Ela, louca de desejos, só queria um lugar para ter aquele homem...


De repentes, luzes de neon... azuis, vermelhas, verdes, piscam a sua frente, um motel de quinta... Eles tem pressa... Entram... mal conseguem chegar até a porta... Ainda em pé, ao lado da cama, ela sente seus beijos, suas carícias atrevidas, suas mãos que vão arrancando sua roupa lentamente... Ela só percebe uma luz azul, uma penumbra, um quarto pequeno e ordinário, cheiro de sexo espalhado no ar... Seus sentidos estão entorpecidos... Suas mãos trêmulas, vai arrancando as roupas ele, nun jogo lento de deliciosa tortura... Se abraçam ali, nus, corpos, se enroscam, se fundem... Deslizam para a cama, onde o êxtase daquele momento os consome como labaredas...


Pedem uma água, enquanto juntam as roupas espalhadas, vão se dando conta da loucura que fizeram... Ela sorri... ele também... sentem-se cúmplices naquela travessura. Saem abraçadinhos... Ele a leva para pegar o carro... Marcam um novo encontro... Muitos virão... Mas com certeza, aquele motel barato jamais será esquecido....


15 de ago. de 2009

PROVOCATIONS... rss (by RM)


.................................................................................... "Play it again, Sam..."



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13 de ago. de 2009

PlatéiA! com músicA!! (by TetÊ)












Melhor horário... comecinho da tarde... vestido decotado, à mostra, seios pequenos, sem peça íntima. Um leve e discreto perfume, saltos altos e finos, seus melhores. Cabelos soltos, presos levemente à altura dos ombros, boca desenhada de vermelho, na cor do vestido, um grosso traço de lápis preto nos olhos. Uma vontade.



Ele chega.



Óculos escuros, apressado, camisa azul, calça social. Sapatos pretos, finos. Sem voz. Ela se senta à mesa e se serve de espumante. Ele observa... de longe. Ela cruza as pernas. Ele observa. Platéia. No ar uma música. AltA. Ela fecha os olhos e entra no clima. Abre os olhos e o vê, distante. Em pé, platéia. Em silêncio. Observa. Ri, debochado. Aprova. Ela fantasia. Descruza pernas. Pensa em se tocar. Ele, reprime. Cruza as pernas e trabalha no silêncio, mãos livres... se excita no ritmo da música... ele platéia. Ela, se solta, larga pernas, larga pensamentos de olhos abertos... fantasia melhor não há, ela sabe. Ele platéia, desconhece, desconfia, arrisca a duvidar. Ela prova que não. E no ritmo, se escorre, entre contrações, engole, um gole do espumante. Respira fundo. Ele platéia, entende, embora não veja, sente. Ela diz que sim, ele sabe que o momento se aproxima, a música denuncia. Ela fecha os olhos e sonha, acordada... ele platéia, não se admira, não mais. Ela falava a verdade. Agora ele sabe. Platéia. Abre a porta e sai. Ela fica. Sozinha.












Porque odeio tempo marcado e hora certa... e odeio
quando alguém duvida de meus próprios limites, porque nem eu os
limito!



^^

Atualização 14/08:
Uma música pra ouvir, sonhar e perder a cabeçA!
aumente o som e feche os olhos...


11 de ago. de 2009

TEU CORPO ( By Ava )


Teu corpo...

Minha rendição

e perdição...

Um caminho desconhecido

que quero mapear e desvendar, como se

estivesse tatuado em braille

Percorrer com as pontas dos dedos

cada pedacinho de você

Passeando por tua pele

Deslizando por caminhos desconhecidos

Sentindo seu corpo trêmulo de prazer

Decifrando

Desvendando

Explorando

Perceber apenas com meu tato

Teus arrepios

Teus suspiros

Teus segredos

Teus desejos

Desvendar teus mistérios

Tuas vontades escondidas

Teu corpo...

Sonho e sedução

Vontade de me perder

Sem achar o caminho de volta

Viver a ilusão de te ter

na mais louca emoção

Teu corpo...

Mar de desejos

Onde quero saciar a minha sede

Matar a minha fome

Satisfazer minhas vontades

E finalmente, satisfeita

Recostar minha cabeça em seu peito

E ter a certeza que não foi um sonho...



O tato acontece quando a pele e, portanto, o meu corpo, é tocado por algo de fora (ou por ele mesmo...). Nisso está a sua delícia! Nisso está o seu perigo!

Rubem Alves - O Tato



9 de ago. de 2009

A todos os que exercem a difícil arte de ser pai (by Udi)

...e, em especial, àquele que me ensinou a gostar de ouvir música, fazer meus próprios cigarros de palha e... principalmente, amar.


It's not time to make a change
Just relax, take it easy
You're still young, that's your fault
There's so much you have to know
Find a girl, settle down
If you want, you can marry
Look at me, I am old
But I'm happy

I was once like you are now
And I know that it's not easy
To be calm when you've found
Something going on
But take your time, think a lot
I think of everything you've got
For you will still be here tomorrow
But your dreams may not

How can I try to explain
When I do he turns away again
And it's always been the same
Same old story
From the moment I could talk
I was ordered to listen
Now there's a way and I know
That I have to go away
I know I have to go

It's not time to make a change
Just sit down and take it slowly
You're still young that's your fault
There's so much you have to go through
Find a girl, settle down
If you want, you can marry
Look at me, I am old
But I'm happy

All the times that I've cried
Keeping all the things I knew inside
And it's hard, but it's harder
To ignore it
If they were right I'd agree
But it's them they know, not me
Now there's a way and I know
That i have to go away
I know I have to go

(para aqueles que não contam mais com a preseça física de seu pai, fica a recomendação do post da amiga Marcia Maia aqui)

7 de ago. de 2009

"Chega de saudade"? (by RM)

Para (em ordem alfabética) Beth, Celine e Elianinha



E mais um clássico de Caymmi, em gravação histórica do início dos anos 60, com outro gênio da música brasileira:


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5 de ago. de 2009

minha boneca (by Tetê)




ela ficou sozinha
cercada de solidão e silêncio
jogada
em meio aos destroços no fundo de um armário

como se chorasse, como se
sofresse, coitadinha

como se soubesse que um dia
as bonecas da vida também
ficam
jogadas num armário qualquer
depois que o brinquedo
termina

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