
Sairam da festa meio embriagados.... Caminhavam lado a lado, sentindo o calor de seus corpos, o que só aumentava o desejo que latejava entre eles... Ele com o braço nos ombros dela, mão firme, a apertavam mais e mais, fazendo com que ela sentisse a força viril que vinha dele...
Durante a festa, já trocavam olhares, num jogo de sedução que só aumenta a vontade de estarem juntos... Ela, percebendo o interesse dele, fazia seu jogo... Uma saia levemente curta, botas, uma blusa com um sensual decote, que nada de tinha de vulgar, mas tudo de tentador... Ele estava enlouquecido... Ela gostava daquele jogo... Sentia-se fêmea, mulher, felina...
Seus olhares se cruzavam, em meio a tantas pessoas presentes, sempre achavam um jeito de estarem juntos... Ele, ofereceu um copo de bebida, roçou sua mão ao passar o copo... estremeceu, ao sentir seu toque... Ele chegou mais perto para se apresentar, sentiu seu cheiro, cheiro de mulher... seus instintos de caçador já em alerta... ela percebeu seu nervosismo, ao querer disfarçar o tesão que sentia... Jogaram aquele jogo de sedução a noite toda... Nervos a flor da pele... corpos que se atraiam como íma... Saíram juntos. Ele se ofereceu para acompanhá-la até o carro, algumas quadras adiante.... No estacionamento, resolveram sair no carro dele, depois ela buscaria o carro dela... naquele momento, tinham urgência de estarem juntos... urgência de bocas, de pele, de sexo.... Dirigindo meio a esmo, ele só queria um lugar para ter aquela mulher... Ela, louca de desejos, só queria um lugar para ter aquele homem...
De repentes, luzes de neon... azuis, vermelhas, verdes, piscam a sua frente, um motel de quinta... Eles tem pressa... Entram... mal conseguem chegar até a porta... Ainda em pé, ao lado da cama, ela sente seus beijos, suas carícias atrevidas, suas mãos que vão arrancando sua roupa lentamente... Ela só percebe uma luz azul, uma penumbra, um quarto pequeno e ordinário, cheiro de sexo espalhado no ar... Seus sentidos estão entorpecidos... Suas mãos trêmulas, vai arrancando as roupas ele, nun jogo lento de deliciosa tortura... Se abraçam ali, nus, corpos, se enroscam, se fundem... Deslizam para a cama, onde o êxtase daquele momento os consome como labaredas...
Pedem uma água, enquanto juntam as roupas espalhadas, vão se dando conta da loucura que fizeram... Ela sorri... ele também... sentem-se cúmplices naquela travessura. Saem abraçadinhos... Ele a leva para pegar o carro... Marcam um novo encontro... Muitos virão... Mas com certeza, aquele motel barato jamais será esquecido....