28 de mai. de 2009

BARCO TONTO (by RM)




Velho Piano (Dori Caymmi/Paulo César Pinheiro)

Ah! O amor muda tanto
Parece que o encanto
O cotidiano desfaz
Feito um verso jogado num canto
De um velho piano
Que não toca mais

E ele estende seu manto
Feito um soberano
E vem como um santo
Mas parte profano
Parece um cigano
Não volta jamais

Ah! O amor causa espanto
O amor é o engano que traz
Desengano por trás
E no entanto
Todo ser humano
Por ele faz plano demais
Erra demais

Ai, é o amor, barco tonto
Num vasto oceano
De riso e de pranto
De gozo e de dano
E como é mundano
Não pára no cais
E quando quer paz
É tarde demais




Para outras definições desse substantivo masculino (ou do verbo, no infinitivo) recomendo leitura dos ótimos posts de Anne (aqui), Ava (aqui) e Udi (aqui e aqui).
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26 de mai. de 2009

"Não vim pra ficar" (by RM)


Cena de Un homme et une femme, de Claude Lelouch, em cuja trilha musical incluía-se "Samba da Benção" (Baden e Vinícius).


Abaixo, Não vim pra ficar (Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro), na voz de Renato Braz.


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22 de mai. de 2009

Asas do coração (by Udi)

...e aquele anjo - meio mulher, meio menino brincalhão - me perguntou se eu ainda andava voando ou se já havia colocado meus pés no chão

e ele, sabendo o quanto me é difícil pisar no chão, alertou-me:
" até mesmo as borboletas e os passarinhos, que vivem de voar, têm que por os pés no chão para se alimentar... "

dia seguinte, no terraço do nono andar, havia um beija-flor - suspenso pelo seu bater de asas - fartando-se da água doce do bebedouro

...desde então tento melhorar esse meu voar até que minhas asas me sustentem suspensa num mesmo lugar


Borboleta - Alceu Valenca

18 de mai. de 2009

ERA UMA VEZ UM BLOG... rss (by RM)



Mr Portuga, como de praxe, fez ótima postagem sobre... bem, não sei exatamente sobre o que! Mas além de muito bem escrita (outra praxe respeitada), altamente reflexiva... (leiam aqui)

Em homenagem ao Priorado (que inclusive melhorou bastante a trilha sonora), seguem os Marmalades (rss), com Reflections of my Life:


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13 de mai. de 2009

EXEMPLO (by RM)


Cena da peça Lisístrata - A Greve do Sexo, do poeta ateniense Aristófanes.


Mulheres de Atenas (Chico Buarque e Augusto Boal)

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem, imploram
Mais duras penas
Cadenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Sofrem por seus maridos, poder e força de Atenas
Quando eles embarcam, soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam sedentos
Querem arrancar violentos
Carícias plenas
Obscenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar o carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas
Helenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas
Morenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro se encolhem
Se confortam e se recolhem
Às suas novenas
Serenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atenas



Não sei quanto da letra coube ao Chico e ao Boal, célebre dramaturgo brasileiro, recentemente falecido (mais aqui). Genial letra que dialoga com a Odisséia e a Ilíada (atribuídas a Homero) e foi totalmente incompreendida pelas feministas brasileiras...


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5 de mai. de 2009

WHO? (by RM)



Parece chover, impiedosamente, em vastas regiões do país; desde a Califórnia Brasileira até a Bahia de Todos os Santos (e santas e nem tão santas assim... rss).

Bem, fiquem aí com o Creedence Clearwater (sem trocadilhos) Revival...



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2 de mai. de 2009

TV MULHER (by RM)


Do fotógrafo português André Gomes (aqui).

No início dos anos 80, no Brasil, ao clima de reivindicações por liberdade política somou-se, pioneiramente, as de gênero. Uma das formas pelas quais manifestou-se foi através do programa de televisão TV Mulher. Histórico, o programa tinha no comando a jornalista Marília Gabriela e contava com a participação, entre outros, da sexóloga (e ex-prefeita de São Paulo) Marta Suplicy e do estilista recém falecido Clodovil Hernandez.

O tema musical (abaixo) era de Rita Lee.

rita lee - Cor de rosa choque