28 de jul de 2009

nossos pés (by Tetê)


Seus pés...



Meus pés...
Nossos adoráveis pés!

Há pés descuidados!




E há pés cuidadores...

Há, os capazes de andar, correr, saltar e os que estão bem lá no fundo de tudo, esquecidos no sapato que o esconde!




Puxo a cadeira e me sento, observo seu corpo, atenta.
Olho teus olhos, há um
certo brilho em seu olhar e embora ainda não saiba o que ele representa, gosto.


Caminhar em bicos de pés é um andar preparado para o efeito; lento, atrevido e com uma boa noção dos centímetros a percorrer, com língua de palmo e boca de “sapato”, mas só para alguns, restando bicos de boca para outros! Há uma música, ninguém ouve? Ninguém sente? Ninguém dorme!




Ele livra-se de seus sapatos e meias e de todo o resto.
Aproxima-se e
ajoelha-se aos meus pés, beija minhas pernas, desce em beijos e tira minhas
sandálias.


Bocas são os sapatos da língua; exibem nas mais diversas cores e formas dos lábios e para todos os gostos, pois há quem goste de “fruta” e os que gostam apenas da fruta do morango, maçã ou melão, em forma de banana.... com sabor a fruta! Ele prova seu gosto, ela gosta do sabor...




Suspendo minhas pernas e alcanço seu peito.
Busco com meus pés os bicos
de seus seios.
Acaricio, belisco e os mantenho entre os dedos.

Há bocas com lábios de salto alto, raso e, tal como as mãos que a quiromancia interpreta, as linhas e outros detalhes permitem o prazer da descoberta adequada aos mais diversos gostos; há mãos, tal como os sapatos que protegem e embelezam os pés, compridas e fundas sem segredos ou tabus, curtas e fundas pelos milagres da rapidinha, curtas e fracas com sabor a pouco mais de nada, curvadas e redondas para os que gostam de bizarrice, bifurcadas que requerem acompanhamento duplo, as que terminam no monte da lua depois de passar pelo monte de vénus e, finalmente, as unidas à linha da cabeça no início só para contorcionistas!




Ele resiste, mas cede. Eu brinco.
Ele gosta. E ri, como quem aceita.


Talvez, por isso, as mãos, devido ao uso que nunca é excessivo, não tenham tanta sensibilidade quanto os pés! De gosto, as mãos curtas e fundas, sabor nêspera.




Alcanço sua face... barba por fazer e me arranha,
quase...


É na planta do pé que tudo começa. Uma cheiradinha, duas e é sabido que a planta do pé se prolonga por todo o jardim até a flor sempre sedenta e pronta para ser regada. Acordam-se sobre sentidos extras, tocam-se com os pés, mãos silenciam...




Ele me cheira, bem na sola dos pés, faz cócegas, me delicio...
Beija
meus pés.
Aos meus pés...

Há, também, pés mais alongados, mais perto do céu... da boca, geralmente despidos de sapatos, enquanto no vaivém nesse céu.




E me suga o dedo.
E enquanto me sirvo de alimento,
toco-o.

Há bocas de sapatos que engasgam, mas não chegam a cuspir o pé que sai por vontade própria, talvez para dar descanso aos cinco dedos de cada um, e aproveite para uma massagem no pênis enquanto masturbam os pés... O prazer que vem do toque, a pele arrepia, o coração descompassa, precisam de ar, escorrem juntos.




Quero seus dedos entre meus dedos,
te procuro, te acho, te sinto e te
prendo.
Ajoelhado, aos meus pés!


Há mesmo quem afirme ser o maior “trepador” e consiga orgasmos múltiplos, dois ou mais por cada dedo... Ela sempre fora péssima em matemática, pede um tempo, precisa fazer essas contas! Um pelo pênis e meio orgasmo pela ideia que ficou pela metade e murchou.




Nossos olhos se vêem.
Se reconhecem e dialogam a linguagem do desejo.
Sem
pressa.


É na planta dos pés dos bípedes que assenta todo o peso do próprio corpo e de outros corpos de ocasião, sabendo que nos homossexuais o peso é maior, o que é provado e até degustado, como sendo seu grosso e penetrante calcanhar de Aquiles; adoram Aquiles... e o calcanhar! É chegado o momento.







Não nos contentamos mais,
Necessitamos de mais, do abraço nos
braços...
Ele se apronta para me receber.
Eu recuso. Ele exige. Eu cedo.
Nos entregamos, rendidos ao poder da inevitável tentação da carne e... a
penetração dos incontroláveis sentidos acontece!
Queimamos... ardendo no
vulcão de pecado e nos preparamos para a explosão que virá!
E vem...










15 comentários:

fatti___ disse...

adorei seu blog e vou seguir-te bjkas suaves...

Um mimo pra ti,,,,

Os Teus Pés (Pablo Neruda)

Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,
Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram vôo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.

Denise disse...

Eu que sempre fui fascinada por mãos...virei podolatra rs

Ai ai ai

o que uma fã não faz,estou a seus pés rs
mas cheia tb de braços para abraços..........muitos daqueles onde os corações batem em sincronia ao se encontrar.

carinho

Denise

Anônimo disse...

a chamada POEcia!... rsssssssssssssssss
me deu vontade de comer um gelado, mas daqueles mesmo a sério! essa gente percebe lhufas de desejo! ahahhah

rm disse...

Uia!

Não é que a Tê resolveu esquentar as coisas por aqui... rss

Querida, da forma como bombou esse post, garanto que com sua mão esse blog vai dar pé! rss

Helô Müller disse...

Sensualidade dos pés à cabeça ... Aliás, se nos pés já foi essa festa, imagine quando chegar à cabeça !! rs
Gosto de tudo ligado à sensualidade e sexualidade, portanto, nota 1000 !!
Helô

Ava disse...

Tetê, não dá para ficar indiferente aos pés...rs

E da sensibilidade que eles sentem tão bem...rs

Esse seu poema, meio que nos remete a um mundo de pensamentos cheio de pés...

Creio que indiferente a um pé, impossível ficar, depois de ler voce...rs


Beijos!

Thiago Maia disse...

Lembrei de um amigo meu, o Franklin, "podolatra" daqueles nato... Ele é apaixonado por pés, é incrível...

Tê, sempre mandando bem!

Beijos pra elas, abraços pra eles!

E ótima quarta a todos!

Tetê disse...

RM,

Mais uma vez agradeço a oportunidade de chegar aqui e poder
soltar o verbo.

E de certa forma, te pedir desculpas
pelas brasas...

Verdade que ceder espaço às palavras, dessa vez foi um desafio.
Mas era um desafio que eu precisava
vencer, porque começo a me cansar
de me sentir sempre vencida
e fracassada.

E quanto à moderação de comentários,
me faça um favor, cuida disso,
porque não dá pra sustentar.

Tipo,
está escrito, mas me poupe
dos detalhes sórdicos,
apesar de já estarem tão evidentes.


E sim,
não posso me calar!

Trabalhem com o conceito da
sedução,
não em hipótese alguma,
da pornografia ou da vulgaridade,
de fato, neste momento, isto faz toda a diferença
pra mim!!!



Abraços.

rm disse...

Tê,
a casa é sua, nega! Fique à vontade.

Udi disse...

Tê!
que jeito bom de tirar os pés do chão!
beijos!

O Profeta disse...

O ultimo sentimento
Perdeu-se no outro lado do espelho
Onde dormem as estrelas?
Talvez sobre a cabeça de um pobre velho

E a Lua de sorriso trocista
Soltou raios de deslumbrante luar
Um amante tece um manto de ternura
Inunda o espaço uma melodia de embalar


Boa semana



Doce beijo

Euzââo disse...

Excelente texto de uma grande mulher. Abraços para voçê

Blue disse...

Que bela sensualidade! Parabéns Tetê pelas mágicas palavras. Fazem-me viajar..... e olha, estou numa nave espacial, rumando pro espaço sideral! Vou levar este texto pra me acompanhar naas longas horas que verei apenas estrelas!
Beijos

Luna Sanchez disse...

Noooossaaaaaa, a coisa tá mais do que boa, por aqui...\o/

Preciso começar a prestar mais atenção aos pés.

Beeeeeijos,

ℓυηα

TetÊ disse...

RM, obrigadA.














Тєтê
.......ям иσ νєявσ