10 de jan de 2011

Agora, sim, vai: o Alvorada é das mulheres simples e trabalhadoras (By Maristela)


É uma loucuuuuuuuura! Marisa Letícia, a Inútil (assim, com I maiúsculo, tão maiúscula foi sua inutilidade), mantinha um galinheiro no palácio da Alvorada. Uma versão botocuda de Maria Antonieta e seu petit hameau, para lembrar as alegrias da despreocupada vida no campo e, no caso de Madame Lula, acordar com o canto do galo! Mas agora, com Dilma, nossa Rainha Virgem, a criação do vigoroso Oscar N., tudo será diferente: duas matronas da crème de la crème mineira lá estarão, do alto de seus liftings, para zelar pela calma familiar dde "Dilminha", como a chama, cheia de dengo, mamã Dilma Jane. Aliás, cada vez que leio o nome da primeira-mãe leio sempre "Jeine", não consigo abrasileirar o segundo nominho dela. Tão faceira, dona Dilma Jeine, né?
Pois soube que Dilminha não quer que mamã dê entrevistas. Imagino a razão - depois de, no Fantástico, a despojada senhôura ter mandado beijinhos para Zeca Camargo, waw! Azesquerda deve ter bebido uma dose a mais de vodka com tamanho gesto aburguesado!
São de suma relevância, porém, as ações programadas por Dilma Jeine e sua mana Arilda, que também ocupará o Alvorada usufruindo do dinheiro dos contribuintes (ou vão me dizer que as duas pagarão alimento, água, luz e outras coisas básicas do próprio bolso, sem contar a criadagem e seguranças?) e en-can-ta-das com todo este deslumbramento.
Lembrando, em tudo, a personagem da novela Passione, a aspirante a socialite Clô Rainha do Lixo, as manas Dilma Jeine e Arilda anunciaram, para a revista Isto É, que trabalharão, e muito, para cuidar da nova casa. Se ocuparão dos arranjos florais, dos cães e de fazer muito tricô enquanto Dilminha estará ao laptop cuidando dos brasileiros. Com o que, espera-se, o Itamaraty lhes dê, ao final destes quatro anos que se seguem, comendas como as que foram entregues à Erenice Guerra e a Marisa Inútil. Com quem, aliás, as manas Dilma Jeine e Arilda muito se assemelham nos imperceptíveis retoques faciais: a naturalidade no vestir, pentear e se maquiar das três que entrarão para a história como habitantes da primeira-casa do Brasil é exemplo para todas as mulheres deste Brasil. Ambas, dignas representantes das mulheres trabalhadoras, simples e exemplares da Nação.
Com feministas como elas, os porões da ditadura que Dilminha jura ter enfrentado seriam, pelo menos, muito mais coloridos e (old) fashion.

Um comentário:

rm disse...

Confesso que não tinha atentado para esse assunto...

Fora o ridículo da situação, por você muito bem descrito, há ainda o simbólico aspecto econômico: muito mais prática e barata outra solução qualquer de moradia. O Palácio, todos sabem, não foi feito pra se morar, mas para admirar (como outras obras de Niemayer).